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terça-feira, 9 de agosto de 2011

Dia Nacional da Saúde: Viva o caos na saúde pública goianiense!

Johnathan Ferreira
ww.twitter.com/johnathanfer


No dia 05 de agosto é comemorado o Dia Nacional da Saúde. Mas o que os goianienses têm para comemorar? Comemorar a falta de médicos nas unidades de saúde? Comemorar a ingerência? Comemorar a falta de medicamentos nos postos de saúde? Comemorar a ineficiência no atendimento? Comemorar a precariedade das unidades de saúde? Comemorar as condições desumanas as quais os servidores da saúde são expostos diariamente? Comemorar a omissão da Secretária Municipal de Saúde? Comemorar a incompetência do Executivo municipal? O que iremos comemorar primeiro?

O Paço Municipal parece estar em um atoleiro, em uma situação de total descontrole administrativo. E o prefeito, Dr. Paulo Garcia, então, parece estar atônito, sem saber ao certo o que está fazendo no trono. É difícil distingui-lo. Não sabemos se é um mamulengo ou se é um imperito malabarista. Sabemos apenas que é um administrador trágico para a nossa cidade.

O Dr. Paulo Garcia tem feito uma típica gestão gambiarra. Administra a cidade com um remendo asfáltico aqui, uma lambrecada de cal no meio fio ali, uma pracinha mal-ajambrada na periferia. Abandonou os goianienses, desamparou a cidade. Pouco se preocupou com os problemas de Goiânia quando foi a uma colônia de férias nos Estados Unidos. O prefeito está sendo inerte aos problemas da população.

O prefeito não abandonou somente a cidade e a população, abandonou também o (retrogrado) modelo administrativo de seu antecessor. Abandonou a gestão pavimentada. Que antes era vista como a solução de todos os problemas de Goiânia. Apagando de vez a única marca da parceria PT-PMDB. E para piorar não tem conseguido dar um modelo, um corpo, um padrão a sua gestão. Criando um engodo administrativo.

A saúde pública de Goiânia está um caos. A mazela que se encontra as unidades de saúde é de causar muita revolta. Temos acompanhado as inúmeras manifestações por toda a cidade, onde a população roga por melhorias imediatas nos centros de saúde.
Na região noroeste os “prédios” das unidades de saúde estão em situação deplorável e inóspita. Os centros de saúde da região se encontram em condições desumanas. Os servidores não estão imunes dos problemas na saúde pública. Tem suportando problemas graves, como: insalubridade; precariedade nas condições e instrumentos de trabalho; insuficiência de material físico e humano. Um absurdo!

Essa realidade não é diferente em outras regiões de Goiânia, que convivem com os mesmos problemas. Nem parece que o Dr. Paulo Garcia é um profissional da medicina. Por maltratar tanto a saúde pública de nossa cidade. Se Vital Brasil e Oswaldo Cruz ainda estivessem entre nós certamente estariam com um sentimento de indignação moral contra a dinastia da família Rassi.

O Dr. Paulo Garcia e seu antecessor firmaram inúmeras promessas de campanha, entre elas a construção de unidades de saúde em todas as regiões de Goiânia. Somente na região noroeste foram prometidas cinco unidades modelo PSF Padrão. Passaram-se oito anos e nem mesmo o processo licitatório foi iniciado.

O descaso chega ser tão exacerbado que o Dr. Paulo Garcia prefere investir R$ 90 milhões em um parquímetro que com a saúde pública. Será por qual motivo? Será pelo mega ou ultra (super) faturamento? Porque se for assim estará seguindo piamente a cartilha lulopetista. Que declara (em suas ações) eterno amor e lealdade pelo superfaturamento e pela fraude licitatória. Um triângulo amoroso tipicamente lulopetista.

Venho na qualidade de cidadão denunciar a malevolência e a negligência do Executivo Municipal com a saúde pública de Goiânia. E essa situação está provocando um impagável prejuízo social à população goianiense. Que necessita da prestação do serviço com o mínimo de qualidade e esmero. Não apenas pelo “simples” fato de ser contribuinte, mas, pela extrema necessidade das famílias (que em suma são carentes).
É inacreditável vivermos em um país em que os direitos mínimos assegurados por nossa Constituição Federal não são garantidos. O art. 6º da Constituição Federal prevê que a saúde é uma garantia social dada a todo cidadão brasileiro. Na verdade (ou infelizmente) o que foi definido pelo legislador como garantia passou a ser na realidade um fator de sorte para o cidadão que realmente necessita da prestação do serviço público.

O art. 5º, III da Constituição Federal descreve que: “ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante”. A situação da saúde pública de Goiânia não está expondo a população a um estado desumano, tortuoso e/ou degradante? Porque isso está nítido na expressão sorumbática de quem precisa de um simples atendimento. Estamos vivendo em uma cidade que passa por um revés administrativo. E a única certeza que temos é a de que a saúde pública em Goiânia está um verdadeiro caos!

3 comentários:

Maurício R. Passerini disse...

Pois é, prezado Johnathan Ferreira, para o Estado começar a funcionar ou, ao menos, dizer que está começando a funcionar, precisa estar em dia com os Setores da Saúde, Educação e Segurança Pública.
Infelizmente, GO parece não estar funcionando ou dando indícios de que começará a funcionar.
Mas ainda acredito que começará. Confiamos no Governador Marconi e sua equipe. Vejo que estão com vontade de mudar a história de Goiás e fazer um governo que servirá de exemplo para os demais Estados Federados.
Espero não estar enganado. A população espera e merece melhoras imediatas nestes setores, já que escolheu o Exmo. Governador Marconi para representá-los.
Parabéns pelo texto.
Abraço.
Maurício R. Passerini

Jair H disse...

Está certo!
abraço

Unknown disse...

Obrigado à vocês pelos comentários. Grande abraço.


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